Folha diz que Bolsonaro se fantasia de imperador; Planalto: jornal leviano

O jornal Folha de S.Paulo publicou 1 duro editorial criticando o presidente Jair Bolsonaro na sua edição impressa de sábado (30.nov.2019). Nesta 2ª feira (2.dez.2019), o Palácio do Planalto respondeu por meio de artigo no próprio veículo.

O periódico avalia que Bolsonaro “não entende nem nunca entenderá os limites que a República impõe ao exercício da Presidência” e afirmou que seus “caprichos” devem ser contidos pelas instituições democráticas. “A sua caneta não pode tudo.” Afirmou que a legalidade, a impessoalidade e a moralidade da governança pública, exigidas pela Constituição, não são “palavras lançadas ao vento numa ‘live’ de rede social”.

O jornal fez uma referência ao próprio linguajar militar do presidente ao dizer que “a Carta equivale a uma ordem do general à sua tropa. Quem não cumpre deve ser punido”.

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O jornal conclui que “descumpri-la é, por exemplo, afastar o fiscal que lhe aplicou uma multa. Retaliar a imprensa crítica por meio de medidas provisórias. Ou consignar em ato de ofício da Presidência a discriminação a um meio de comunicação”.

O editorial foi publicado após o governo excluir a Folha da relação de veículos nacionais e internacionais exigidos em 1 processo de licitação para fornecimento de acesso digital ao noticiário da imprensa. A lista menciona 24 jornais e 10 revistas. A Folha não é mencionada. O pregão, marcado para 10 de dezembro, tem valor total de R$ 194 mil.

O secretário de Comunicação Social da Presidência da República, Fábio Wajngarten, respondeu ao jornal nesta 2ª feira (2.dez.209). Wajngarten escreveu que a “fúria editorial do grupo jornalístico contra o presidente Jair Bolsonaro não é de hoje e nem começou com sua assunção à Presidência da República”. O secretário acrescenta que as reportagens do veículo “fantasiam estórias, dão respaldo a mentiras e tentam impor ao leitor sua visão caolha, retrógrada e pessimista com a situação política, econômica e social do Brasil.”

Afirmou também que o conteúdo divulgado pela Folha defende “uma conspiração pela saída do presidente da República, num golpe contra as instituições e, principalmente, contra a vontade da maioria dos brasileiros.”  Wajngarten declara ainda que Bolsonaro tem uma legitimidade que “a Folha de S.Paulo e outros veículos da mesma estirpe, torpes e levianos, não têm e jamais terão.”