Em dois anos de nova CLT, país ganhou 1,15 mi de vagas; governo previa 2 mi

Nos dois anos desde que a reforma trabalhista entrou em vigor, o Brasil ganhou 1,15 milhão de vagas com carteira assinada. Na época em que as novas leis foram aprovadas, no governo do ex-presidente Michel Temer (PMDB), o então ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse esperar que ela gerasse 2 milhões de empregos em 2018 e 2019. Henrique Meirelles, que era ministro da Fazenda, falou em 6 milhões de vagas em dez anos.

A reforma trabalhista foi a maior mudança nas leis trabalhistas desde a criação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), em 1943. Segundo especialistas ouvidos pelo UOL, apesar de as novas leis melhorarem o ambiente de negócios, era previsível que não gerariam muitos empregos rapidamente.

Maior parte das vagas foi aberta em 2019

Em outubro de 2017, último mês antes de a reforma entrar em vigor, o país tinha 38,2 milhões de postos de trabalho com com carteira assinada. Em novembro de 2019, quando a reforma completou dois anos de vigência, o país chegou a 39,4 milhões de vagas formais.

Portanto, foram 1,15 milhão de empregos com carteira a mais no período. Dessas total de vagas, a grande maioria (948 mil) foram abertas em 2019.

Esses dados fazem parte do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e foram divulgados pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (19).

Emprego informal e por conta própria

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o desemprego atinge 12,4 milhões de pessoas e vem caindo nos último meses.

Essa melhora no cenário, porém, tem sido puxada principalmente pela quantidade de pessoas trabalhando sem carteira assinada e por conta própria —como motoristas de aplicativos ou vendedores ambulantes, por exemplo. Assim, a recuperação do mercado de trabalho no país vem sendo lenta e marcada pela informalidade.

Brasil abre vagas pelo 8º mês seguido

Em novembro, o Brasil criou 99.232 vagas de emprego com carteira assinada. É o oitavo resultado positivo seguido. O saldo foi maior do que de novembro de 2018, quando foram abertas 58.664 vagas, e do que o de outubro deste ano, quando foram 70.852 novos postos.

O resultado é o saldo, ou seja, a diferença entre contratações e demissões. Em novembro, foram 1.291.837 admissões e de 1.192.605 desligamentos. Em 12 meses, o saldo foi positivo em 605.919 postos de trabalho.

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